À Meia-Noite Às Seis da Manhã
Dorme entre o bloqueio e o silêncio do celular
É evidente o medo da insônia
Copo d'água com três cubos de gelo
Podcast de meditação
Ando por aí...
No café das quatro e meia
O cochilo das duas e cinco
A agenda no computador
Tenho que escrever um e-mail
O olhar poético, também não dorme
Passa tudo. Não o agora. Carpe Diem (noturno)
Cozinha o macarrão para o almoço
Corrige o tom da música no piano
Antes isso, do que cometer crassos erros
Inapagáveis, eternos, incorrigíveis
Já não posso retroceder na vida...
Tem muita gente achando que é rei
Mal sabendo, que nem alcançou a plebe
Bora viver e colorir, graciosamente, o mundo
Mesmo taciturnos instantes, são partes da festa
O desejo por um carro-esporte, casa grande com piscina
Um dos muitos desejos, na minha mental lista
Já conquistei muito. Vou escrevendo, literalmente
Eu sou apenas um aprendiz de escritor mundano
O amor passa à janela do coração
Renascido, realmente romântico
Virei muitas páginas, agora manchadas
Mas, repletas de poesia e aprendizado
Mas, eu me amo!
Amo me ver refletido no espelho
O espelho material e mental
Em cacos, deixo a tristeza, a noite fria
Sabe? A gente às vezes, se complica
Mas é aquilo: tudo tem o tempo certo
Não sabe brincar? Não desce para o play
Aprendamos a andar, antes de seguir a escrever
Madrugada à janela, olhando a rua
No seu silêncio, minimamente interrompido
Soturno, mas, ativo. Tal qual cabeça de gente
I'm alive! I won't give up! Nunca!
Pedras no caminho? Nos caminhos?
Várias! Como aquela defronte ao sobrado da esquina
Ou daquelas de executar equação. Faz parte...
Je ne regrette rien! Tudo é parte da bagagem...
Felicidade está nas pequenas coisas e gestos
Conversa com o valor que se confere à cada item
O chique é simples, bridemos à vida e ao labor
A delicadeza infinita do instante
Doce é viver ao lado de quem completa a gente
Não só no romantismo, mas no eterno do momento
Um adeus dói. Mas, por vezes, é feito chocolate
O que era amargo, se adocica. Completa a alegria
A união é o que nomeia meu local de residência
E na vida, é feito queijo e goiabada, essencial
Nada é exato, amargo. Tudo, porém, é poético
Todo mundo vive, e a vida é poesia. Somos todos poetas!
Acordei? Ainda durmo? Que horas são? Dia?
Lembro-me que nada é retilíneo, fica a poesia
E escrever é imaginar, que é viver, que é se encantar
Ações tão inconstantes, feito a percepção da hora