À Meia-Noite Às Seis da Manhã

17/04/2023

Dorme entre o bloqueio e o silêncio do celular

É evidente o medo da insônia

Copo d'água com três cubos de gelo

Podcast de meditação


Ando por aí...

No café das quatro e meia

O cochilo das duas e cinco

A agenda no computador


Tenho que escrever um e-mail

O olhar poético, também não dorme

Passa tudo. Não o agora. Carpe Diem (noturno)

Cozinha o macarrão para o almoço


Corrige o tom da música no piano

Antes isso, do que cometer crassos erros

Inapagáveis, eternos, incorrigíveis

Já não posso retroceder na vida...


Tem muita gente achando que é rei

Mal sabendo, que nem alcançou a plebe

Bora viver e colorir, graciosamente, o mundo

Mesmo taciturnos instantes, são partes da festa


O desejo por um carro-esporte, casa grande com piscina

Um dos muitos desejos, na minha mental lista

Já conquistei muito. Vou escrevendo, literalmente

Eu sou apenas um aprendiz de escritor mundano


O amor passa à janela do coração

Renascido, realmente romântico

Virei muitas páginas, agora manchadas

Mas, repletas de poesia e aprendizado


Mas, eu me amo!

Amo me ver refletido no espelho

O espelho material e mental

Em cacos, deixo a tristeza, a noite fria


Sabe? A gente às vezes, se complica

Mas é aquilo: tudo tem o tempo certo

Não sabe brincar? Não desce para o play

Aprendamos a andar, antes de seguir a escrever


Madrugada à janela, olhando a rua

No seu silêncio, minimamente interrompido

Soturno, mas, ativo. Tal qual cabeça de gente

I'm alive! I won't give up! Nunca!


Pedras no caminho? Nos caminhos?

Várias! Como aquela defronte ao sobrado da esquina

Ou daquelas de executar equação. Faz parte...

Je ne regrette rien! Tudo é parte da bagagem...


Felicidade está nas pequenas coisas e gestos

Conversa com o valor que se confere à cada item

O chique é simples, bridemos à vida e ao labor

A delicadeza infinita do instante


Doce é viver ao lado de quem completa a gente

Não só no romantismo, mas no eterno do momento

Um adeus dói. Mas, por vezes, é feito chocolate

O que era amargo, se adocica. Completa a alegria


A união é o que nomeia meu local de residência

E na vida, é feito queijo e goiabada, essencial

Nada é exato, amargo. Tudo, porém, é poético

Todo mundo vive, e a vida é poesia. Somos todos poetas!


Acordei? Ainda durmo? Que horas são? Dia?

Lembro-me que nada é retilíneo, fica a poesia

E escrever é imaginar, que é viver, que é se encantar

Ações tão inconstantes, feito a percepção da hora

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